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          a arte sacra conduz a todos tesouros de uma onga tradição do passado.  
         

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A arte é exteriorização de uma vida interior.

A arte retrata a compexidade da alma humana.

Ela é executada mediante uma intenção, qua a intenção do homem hoje? qual a intenção do homem?

A intenção é o despertar da alma humana. Husserl já abordou a questão da intencionalidade, onde intenciona o homem é onde está seu coração.

Portanto arte aborda a presença do coração, em alemão gegenwart, isto é contra (gegen) espera ( warten), a presença como produto de uma espera.

Pois bem, o que seria arte sacra? agora duas palavras, sacra, sacros isto é ligada ao sagrado, separado, para os antigos latinos, mesmo corre no grego agios. É a revelação do outro, inacessíve que se revela em hierofanias,manifestações reveland-se ao homem e rompendo com a bvarreira do tempo e do espaço.

Nestes estudos serão abordados aspectos da liturgia no espaço, restauro em igrejas, algumas visões sobre restauros na Alemanha, conceitos de obras de Marco Funchal, Movimento Liturgico e comentarios sobre a Grecia. Boa Leitura.

cupula Basiica Santo Sepulcro Jerusalém

Cristo Sol o alto da abóbada, microcosmo da abóbada celeste, na base os 4 evangelistas

     
       
Fundamentações para a igreja de São João Clímaco      

Teologia da pintura

A pintura da igreja de São João Clímaco, se preocupa em revelar a centralidade da Igreja que é o Cristo, morto e ressuscitado. O Cristo pantocrator (ressuscitado-Senhor) sentado, sinal de autoridade, donde todas as outras realidades giram ao seu redor.
Na lateral direita três anjos simbolizam a fé, esperança e caridade I Cor, 13, 1. Fé, esperança e caridade são virtudes teologais, A esperança, segundo Catecismo que cita Hb 16 é a ancora da alma (1820) e a caridade é, segundo o Catecismo “a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, a nós e ao próximo como a nós mesmos, por amor a Deus.” (1822), este é o degrau Maximo da escada celeste. Cada anjo sustenta um símbolo correspondente que reporta ás virtudes, para a fé a lâmpada, à esperança a âncora e à caridade o coração.
Por trás da figuração dos anjos se encontra o sonho de Jacó, em Gn 28, 12, ponto de partida da obra escrita do padroeiro, mas acho que esse símbolo se acha desgastado e desvirtuado em nossos dias, assim pensei talvez num pelicano, que é um símbolo eucarístico, mas poderia ser até mesmo o cordeiro, pois a caridade suprema é a oferta do próprio Cristo, além do mais a própria cruz é uma escada donde esteve suspenso entre o céu e a terra o Salvador. Outros elementos ainda foram colocados numa escala secundaria, como os raios que partem do Cristo, os quais possuem forma ambígua de raios e escada, esta sugestão foi do Pastro e acredito que possa ser aproveitada e apresentação pictórica do padroeiro e sua versão original, como monge de sua própria época.
Nas laterais do Painel central encontra-se a figuração do natal e pentecostes, interessante questão dois temas que se ligam ao nascimento, um ao nascimento do Senhor e outra à da Igreja. No natal do Senhor temos a sagrada Família, ao centro a Mãe de Deus que numa atitude frontal revela o Senhor em seu colo, ao lado São José contempla o Menino, acima de tudo a estrela, que anunciou sua presença aos magos do Oriente que deram presentes que se relacionam intimamente com a vida do Salvador: ouro, incenso e mirra, divindade, sacerdócio e morte.
No Pentecostes há a comunidade apostólica reunida em semi circulo, uma disposição aberta, de união de iguais, São Pedro, o primeiro Papa sustenta as chaves d Igreja. Acima de tudo três raios, a lembrar a Santíssima Trindade infundem por sobre eles as línguas dei fogo assim como a pomba do Espírito Santo.
Os painéis do presbitério revelam um kerigma, um anúncio fundamental a enfatizar e valorizar todas as celebrações que são realizadas nessa Igreja e que fornecem uma orientação permanente acerca da dignidade desse espaço coroado pela arte e orienta a comunidade a sempre buscara centralidade de sua fé em Cristo, luz dos povos, Lúmen Gentium.

 

1-In: San Juan Clímaco, La Escala Espiritual CAPITULO XXXI ESCALON TREINTA,  de unió y vinculo Teologales, Fa esperanza y caridad.

 La primera destas tres virtudes es como rayo que procede de aquella verdad increada para alumbrar nuestro entendimiento. La segunda que es la esperanza, me paresce que es como lumbre, con la qual el corazon es alumbrado para esperar las promesas divinas. La tercera que es la charidad, es como un círculo perfecto, el qual incluye dentro de sí todas las virtudes; pues es motivo de todas ellas, y a todas communica su perfection. Finalmente la primera puede todas las cosas en Dios; la segunda anda siempre al derredor de su misericordia, y libra el an mía de confusión; y la tercera permanece para siempre, y nunca Deza de correr; porque el que desde bienaventurado furor está tocado, no puede ya reposar.

    El título Séala Paradisi estaría inspirado en la visión de Jacob que se lee en el Génesis (28, 10-12), según se deduce de la carta que le dirige el monje del cenobio de Raitu donde le pide un texto que sirva de guía espiritual. Dicha carta ha servido de introducción en las ediciones posteriores [7]. El texto de Clímaco sirvió de modelo para otros autores posteriores que adoptaron la idea de la escala espiritual, entre otros al cardenal Bellarmino en su De ascensión mentis in Deum [8], los cuales varían en el número de «peldaños» en sus respectivas Scalae. A este respecto, Raderus opina que los 30 capítulos de este título son debidos a la edad de Cristo al recibir el bautismo [9].4. Trata-se de São João Clímaco, que dedicou um tratado inteiro A Escada do Paraíso para explicar os numerosos degraus pelos qual a vida espiritual se eleva. No fim da sua obra ele cede a palavra à própria caridade, situada no cimo da escada do progresso espiritual. In: JOÃO PAULO II   
AUDIÊNCIA Desejo do templo do Senhor Castelgandolfo, 28 de agosto de 2002

     
       
Arte Sacra Brasileira-desde as origens do Brasil      

pampulhapam

A arte sacra conheceu existência no Brasil desde as sua ocupação portuguesa. Pela graça da fé trazida neste pais, inúmeras igrejas forma edificadas e decoradas segundo os princípios artísticos de seu tempo.
Enquanto houve Igreja no Brasil, houve arte sacra presente. Esta arte lusa composta por lusitanos que para cá vieram se difundiu também pelo povo mestiço brasileiro exibindo formas incríveis na arte de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
O século XIX trouxe novos influxos culturais, através de espanhóis, italianos, alemães  e outros europeus trazendo os ventos da arte denominada por entre o povo de arte acadêmica. Benedito Calisto, Oscar Pereira da Silva e muitos outros revelaram em suas obras sacras o espírito neoclássico e romântico.

 Mas ocorreu algo estranho, o século XX, até a primeira metade desse século a produção de igrejas ainda guiava-se pelos  moldes acadêmicos, causando certo alvoroço uma capela que brotou como flor ás margens da lagoa da Pampulha  erguida  por um entre dos maiores políticos brasileiros, Juscelino Kubischek > a Capela da Pampulha é modernista em sua forma, criada pelo maior arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, ao mesmo tempo é barroca, a capela possui muitas fachadas, seus efeitos ópticos multiplicam-se e a pintura de Portinari recoloca a arte sacra na sua atualização estética, o tamanho alvoroço que esta capela cria eclipsa outras obras sacras de Portinari, realizadas.

A partir dos anos 80 destaca-se um intensa produção sacra cujo protagonista foi Cláudio Pastro,  que conduziu através de São Paulo ao Brasil uma produção que une a tradição cristã herdada pelo período bizantino com a arte moderna adicionando elementos de brasilidade. As irmãs do apostolado litúrgico têm igualmente seguido estes influxos.

Isto tudo revela que a arte sacra é uma vitalidade, no entanto hoje ainda faltam artistas, criou-se um distanciamento ente arte e Igreja de modo que a muitos a arte perdeu todo seu peso pastoral. O papel educativo da arte é evidente, portanto ela merece a dignidade ser posta como uma pastoral permitindo testemunhar e anunciar Jesus Cristo.

Marco Funchal

     
       
O meu sentimento      

 

Foi-me pedido escrever algo sobre a minha visão esta capela, como estou acostumado a uma linguagem acadêmica é comum retirar a visão do eu, mas agora neste convite, vou falar desta minha visão, se é minha ela parte do coração.
Já falei ao padre João Cícero, que agora esta capela está muito guardada no meu coração, ela brotou como um milagre nesta paróquia e nesta Região, quantas construções se ergueram sem a expressão do coração, desprovidas de qualquer senso estético,  desprovidas de qualquer porquê.
Não é possível fazer nada em nossa humana existência sem este porque existencial, é este porque que nos revela, o mundo atual muitas vezes carece deste porque que revela a amplitude de ser.
O Brasil é a imagem desta infinitude, as montanhas de Minas, os planaltos de São Paulo, a amplitude de Brasília que surgiu na síntese de duas linhas, o barroco de um Aleijadinho em seus memoráveis profetas todas estas referências culturais sempre trouxe comigo além da riqueza multicultural que habita nesta cidade com a delicadeza e elegância das artes orientais.
Ainda em relação às obras brasileiras, elas sempre se caracterizaram pela discrição, como que pedindo licença, delicadamente, como que soubessem que a terra é tão vasta que é a obra que faz parte da paisagem, não o contrário, lembro aqui do Volpi e suas famosas “bandeirinhas”, carregam uma certa saudade de algo que passou e a firmeza do traço do Niemeyer que sempre revela o horizonte.

Estou falando de nomes católicos ou não, mas o importante é a espiritualidade, todas as obras carregam consigo uma profundidade que a espiritualidade consegue revelar.A obra quando terminada transpira essa espiritualidade, quando entro nesta capela, sinto-me no interior de um mosteiro, é um mundo sagrado, essa referencia não foi casual, as cores, o tom vinho da abóbada tende a oferecer uma atmosfera de introspecção, as paredes em seu tom ocre tendem a dilatar o ambiente e os anjos, m sinal de guarda recordam a Arca da Aliança a virtude da vigilância.Talvez eu nunca terminaria por concluir este raciocínio, como diz uma outra frase= “a imagem fala por si”, a imagem do Salvador revelada pela luz da criação vai nos revelar o que buscamos e neste encontro passaremos a escrever a historia

     
       

igreja São João Evangelista

Ibaté SP

     
       
       

Envolver o homem através do espaço num convite acolhedor a transparecer a mensagem cristã.
A igreja de São João Evangelista de Ibaté nada mais era que um barracão, convencional, incapaz de transmitir qualquer mensagem.
O que se pensou? Uma conformação quase que barroca, mas capaz de aliar as características do modernismo arquitetônico do Brasil.

O projeto desejou romper com a idéia retangular, através da utilização de curvas. A curva avança, conquista o espaço, é envolvente, por isso foi tão utilizada no período barroco, lembremos da Praça de São Pedro no Vaticano, que com as galerias curvas envolvem todo o espaço, ao mesmo tempo as curvas encantam por meio da leveza, a curva ameniza a paisagem, dá forma às montanhas e às pradarias.
O ser humano precisa ter consciência de si, tendo consciência não absolutiza as próprias idéias, mas interage com a situação, se descobre participante, portanto dialoga, ao dialogar ele expõe a si mesmo aos outros, portanto o dialogar perfeito é aquele regido pela transparência.  Deus é o protagonista da acolhida, nos acolhe em seus Mistérios revelando-se através das Escrituras e se oferece na partilha na mesa.

 

Objetivos:

O objetivo central é a acolhida, construir um espaço que esteja a serviço da liturgia, e liturgia nada mais significa que serviço ao povo.
1 clareza litúrgica

Por meio do destaque Cristocêntrico - altar, ambão, iconografia.

Por meio da diferenciação de espaços: capelas do batismo e do Santíssimo, espaço devocional, espaço de suporte técnico (sacristia e secretaria).

2 por meio de uma nova inserção no meio urbano
a) com uma nova composição de fachada
3 catequese visual.
a) através de pintura iconográfica.

Partido Arquitetônico-presbitério

Uma composição de três painéis: central Cristocêntrico, lateral com ênfase no testemunho comunitário e terceiro devocional diferenciando sua geometria em relação aos dois primeiros.
Abordagem avançada do altar e destaque do ambão. O ponto de partida foi uma parede curva, ao centro, a partir desta, pensou-se um envolvimento semi-circular, que partindo de um mesmo centro iria desenhar a parede esquerda assim como os degraus. Ao centro três círculos perfeitos abrigam no centro o altar, à direita uma curva oposta, contrasta como antítese.

1 o altar ARA PRO AGNUS DEI ALTARE SUMMUM
O altar é único, de pedra retangular, A pedra recorda a ara do sacrifício, a forma retangular remete à mesa. 1181 Catecismo O altar está a três degraus acima da nave, mesmo nível do ambão, o que recorda a importância da celebra;ao Eucarística, que gravita em torno da Palavra e do Altar.

2 o ambão VERBUM DEI
O ambão, posto em 45 graus olha para a assembléia. Seu topo tem forma de casa, que pode abrigar a Palavra face ao leitor e face à comunidade em seus devidos momentos.

3 a cátedra SEDES SAPIENTIA
Posta em paralelo aos painéis litúrgicos, de modo que possa abrigar os ministros assim como co-celebrantes de modo que todos estejam realmente ao redor do altar manifestando mais claramente o caráter e ceia eucarística, comunidade dos que vivenciam a Eucaristia.

4 capela do Santíssimo
A capela do Santíssimo foi contida atrás da parede direita recebendo um sacrário que representa o Cordeiro pascal, rica simbologia j[a presente no Antigo Testamento.

5 os painéis litúrgicos
A iconografia deve transparecer Cristo, podendo se imbuir de características próprias de cada local. Optou-se pela  pesca milagrosa no Mar Tiberíades, (Jô 21) passagem muito própria ao Evangelho de São João Evangelista. A pesca milagrosa possui inúmeros aspectos de rica simbologia onde se inclui a referencia da palavra amanhecer (Jo21, 4) isto é o novo dia inaugurado pelo novo sol, o Cristo ressuscitado, 7 discípulos comparecem nesta cena, após a pesca, Cristo se dirige a São Pedro, que com o cajado recorda o seguinte trecho “Tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas...” Jô 21,15.
O painel lateral ainda está em formalização, e o painel devocional será liso evidenciando a imagem do padroeiro. Importante notar as recomendações de diversos autores à colocação de imagens de santos, a começar pelo Direito Canônico 1188 e Instrução Geral do Missal Romano 278, e que seja o padroeiro “dignamente honrado, sem que se esqueça a precedência do Cristo Eucarístico.”.
“MENEZES, Ivo Porto de”. A Igreja, Arquitetura, Arte, Construção, Belo Horizonte 2002.

 

6 a via sacra
A via sacra foi colocada ao fundo, na parede do mezanino ou coro diferenciando sua função, que é a via sacra propriamente dita, cuja riqueza espiritual não deveria se diluir a uma concorrência de elementos como janelas ou colunas, portanto é abrigada num lugar próprio. A via sacra foi elaborada por azulejos, assim como o painel central confirmando unidade ao conjunto.
7 Os vitrais
Os vitrais expressam os 4 evangelistas, onde se inclui o próprio padroeiro, Nossa Senhora não fora esquecida, representada como Virgem das Mercês, padroeira da Ordem do atual pároco. Outros dois vitrais sinalizam os grandes homens e mulheres do século XX onde estão presentes o papa João Paulo II e madre Teresa de Calcutá.
Há uma unidade estilística em todos os vitrais, obras elaboradas pelo próprio arquiteto, o que ajuda a compreender o espaço como unidade, imagem da unidade do Corpo de Cristo.

O que toda a obra significa? Significa uma linguagem para revelar o Mistério de Deus, sendo Mistério é inesgotável, Heidegger menciona que a linguagem calculista é incapaz de falar de Deus, o que  apenas a linguagem poética, que permite o libertar dos significados fechados calculados se libertem povoando a alma humana de inspiração encantando sua existência no compromisso do Deus conosco.

 

     
       
Restauro      
       

Restauro

Antes de tudo, o restauro é sempre uma atitude indesejável. 

Como similar pode ser citado o exemplo de uma cirurgia medica, ela é indesejável e deve ser o ultimo recurso, no entanto não havendo outro meio para salvaguardar o monumento, não haverá outra ação que o restauro.

Onde se aplica o restauro

O restauro se aplica a bens de valor cultural, histórico, natural, simbólico, caso não preencha estes valores o restauro não se justifica. O que é defendido na carta italiana de 1972. - Le considerazioni   la «Carta Italiana del Restauro» del 1972 Esse si applicano a tutti gli oggetti di ogni epoca e area geografica che rivestano significativamente interesse artistico, storico e in genere culturale.

Havendo duvidas, o melhor é nada fazer. Tudo deve partir de estudo. O restauro é algo novo na arte, a carta de Atenas de 1933 é um dos primeiros documentos de conhecimento mundial seguida por muitos outros documentos internacionais, se formaram institutos nacionais, como o IPHAN no Brasil e internacionais como ICOMOS ligado a UNESCO.

 Objetivos do restauro

1 integridade física e química, o quanto possível, 2 integridade conceitual do projeto original que pode estar ferido por intervenções posteriores, 3 funcionalidade, que pode ser 1 utilitária, 2 simbólica- museológica.

Como ultima intervenção, o restauro deve manter a integridade do que existe, tratar como algo histórico, que sofreu ações e que, portanto jamais deverá aparentar como algo necessariamente novo, é necessário olhar para o monumento como é e não como deveria ser, o que se perdeu está perdido.

Passos do Restauro

1 estudo : A ação ocorre por meio de uma compreensão do objeto em questão. Compreender os valores, a historia, levantamentos onde comparecem fotografias, medidas, busca de antigas iconografias, citações de autores, busca do projeto original.

2 conservação: é a preservação cotidiana, limpeza simples, pequenos consertos.

3 prevenção: ato de proteção ao meio ambiente, intempéries, vandalismos e etc.

4 salvaguarda: todo tipo de conservação e prevenção que não implica em intervenção no objeto.

5 restauro: ação que respeita ao principio de conservação que tenta restituir o objeto à medida do possível.

6 manutenção: ato programático recorrente a fim de manter funcionalidade e integridade.

Conceitos fundamentais do restauro

1 destino compatível

No estudo deve se analisar a compatilibidade do uso que se pretende no edifício, se for incompatível, se mantém o edifício para outro uso a fim de se partir para outro local. Com a possibilidade de uso e sendo necessária a nova intervenção, esta deverá apenas manter a funcionalidade e a estrutura.

1 mínima intervenção:

A intervenção de restauro deve ser a mínima possível.

Partes que não necessitam de complementações não deverão sofrer adições, pois serão invenções

 Exemplo as ruínas devem ser mantidas. se permitindo apenas a anastilose, anastilose, do grego, é a ação de remontagem das peças que se desmontaram, como as colunas romanas, desde que a remontagem não venha ferir o que existe.

2 busca do uso da técnica original

Desde que possível, buscar a técnica original, até que possível.A técnica moderna não poderá ser ignorada se ela for o único meio de preservação do bem cultural.

exemplo o congelamento do solo na torre de Pisa, uso da técnica moderna que não feriu a integridade da torre.

3 compatibilidade química e física.

Por vezes uma nova intervenção poderá não ter mais aderência ou exercer pressões que poderão destruir o remanescente.

4 reversibilidade

A nova intervenção deve ser removível.

5 a Riconoscibilità em portugues a reconhecibilidade

Cada intervenção deve ser registrada, datada e distinguivel do antigo.

6 legibilidade

Novas intervenções devem ser distinguíveis do antigo permitindo a legibilidade do antigo e do novo.

Muito comum nas colunas romanas onde se percebe um preenchimento com uma pedra mais clara tornando legível o as pedras originais do que veio preencher depois. O mesmo tem-se aplicado no Parthenon de Atenas.

7 durabilidade

Os materias empregados precisam garantir durabilidade e reversibilidade não exercendo ações que deteriorem o antigo.

o antigo restauro no Parthenon de Atenas foi um desastre, pois a aplicação de ferro nas pedras gerou dilatações que acabaram por romper com as pedras.

8 manutenção

Ação cotidiana garantida pelo uso que nao deve ferir a composição quimica e fisica.

Marco Funchal

     
       
       
Restauro em igrejas alguns exemplos breves      
       

Restauro em igrejas

No artigo restauro temos uma compreensão básica do seu significado.

1 havendo uma igreja de valor cultural artístico, o melhor é preservá-la o quanto possível, sendo o novo uso diverso como o que ocorre em uma nova reforma litúrgica, o melhor seria construir uma nova igreja em outro lugar preservando o antigo exemplar com outro uso como o museológico, mas sendo este fato impossível por condições afetivas, econômicas, não restará outra alternativa que uma intervenção de restauro.

Espaço antigo+ novo uso= problema, o que fazer:

(A) estudar o caso, levantamentos, fotos, medidas, história, concepção original do problema.

(b) o problema: preservar o uso, por necessidade.

c) o valor: preservar o espaço, a arte e a memória.

(d) agir: intervir o necessário.

Solução

Nos anos 60 e 70 houve a implantação de uma liturgia pós Vaticano II, que interfere fortemente em espaços compostos sob uma conformação tridentina, no entanto nada impossibilita de que em algum dia uma nova liturgia, semelhante à tridentina ou a uma liturgia oriental ou mesmo outra inda tenha que ser implantada numa igreja construída sob as conformações do Vaticano II, nesse aspecto a atitude do restauro não deverá se diferenciar.

Retomada das duas atitudes básicas citadas em a) e em b) afirmadas a cima.

Intervenções alemãs

A Alemanha, Deutschland desenvolve muitos projetos litúrgicos em igrejas antigas, ao visitante comum elas parecem até que não existem, mas aos especialistas elas afirmam princípios muito evidentes como a reversibilidade e a legibilidade.

Frankfurt

-Frankfurt_Am_Main-St Bartholomaeus Querschiff

Na igreja de ST Bartholomaeus percebe-se a estrutura da igreja, tradicional antiga, ao fundo a arte anterior foi preservada, no entanto se edifício um altar moderno mais a frente com novo material, distinto do antigo afirmando o principio da legibilidade, tanto na diferença da matéria, como na diferença de estilo, altar e ambão no caso possuem desenho limpo e moderno.

 

Em igrejas que tiveram vitrais quebrados em guerra, e não havendo nenhum registro fotográficos deles, se procedeu com a confecção de novos vitrais a fim de vedar das intempéries, mas não mais com o desenho antigo, mas sim com desenhos atuais a fim de oferecer legibilidade ao antes e depois não falsificando uma visão de antiguidade ao visitante.

A igreja de Dresden foi recentemente reconstruída, após a destruição da guerra, no entanto se tinha posse de registros que definiam a sua forma assim como foi executado um programa de computador especial a fim de definir o local original de cada pedra, portanto havendo projeto e parte do material sua reconstrução pode se dar. Em Moscou a Igreja de Cristo Salvador foi totalmente reconstruída entre 1990 e 2000, mas esta não deixou de temer o uso de tecnicas modernas como concreto armado, mas a reconstrução externa se deu uma vez que se tinha em mãos projetos e registros fotográficos.

kirche gotik

Exemplo de igreja gótica que recebe altar e piso e bancos em madeira, preservação do espaço e legibilidade do que é antigo e do que é novo.

presbitério segundo o Concilio Vaticano II elementos góticos preservados, altar, ambão, credencias e castiçais segundo forma moderna mas com desenho limpo e discreto, legibilidade do antigo com o novo.

kirche gotik

     
       
       
       

Gentileza

Gentileza é expressão do amor.

1 amor

O amor é gratuidade total, ele gera infinitos predicados infinitos nomes. A melhor palavra para traduzir a obra de Deus é o amor, o amor nunca esgota, sempre se doa. A entrega é o máximo exemplo da sinceridade.

Hipocrisia, violência, são gerados por uma incompreensão do amor, mas não cabe a nós julgar, se não vivemos a mesma situação que o outro passa, o julgar rotula, o  amor ao contrario nos move ao outro, Kenosis, para resgatá-lo, gera o sentido da misericórdia, miserere cordis.

2 criar como afirmação da liberdade

A arte é um gesto de gentileza, acolhimento e encantamento. A alma tocada pela gentileza só poderá retornar com gentileza. Nas ciências, na mecânica há criação mas a discipliina mais incondicionada, que mesmo abandona qualquer utilidade é a arte, expressão da total liberdade humana.

Se há liberdade aí se pode falar em sinceridade, pois a mentira se refugia por trás das trincheiras para não ser descoberta.

Arte participação da obra criadora de Deus, e o homem cria não para se impor ao Criador mas para colaborar com Ele, ao criar o homem doa, doa seu empenho ao outro.

Gentileza gera gentileza, como dizia o filosofo no Rio.

3 oração

 Oração é o refugio do coração. No interior da oração toda mascara cai por terra e o homem se revela em integridade na sua força e fragilidade

Marco Funchal

     
       
A igreja diante dos novos tempos      
       
       

 

Pio XII comenta o seguinte sobre os estudos dos mosteiros:” Certamente conheceis, veneráveis irmãos, que, no fim do século passado e nos princípios do presente, houve singular fervor de estudos litúrgicos; já por louvável iniciativa de alguns particulares, já sobretudo pela zelosa e assídua diligência de vários mosteiros da ordem beneditina;”Mediador Dei” 20 de novembro do ano de 1947

A Ecíclica Mediador Dei é um marco na reforma litúrgica da Igreja no século XX, fruto de inúmeras pesquisas em desenvolvimento e de novos debates acerca da liturgia iluminada pelos estudos históricos .

No entanto uma resposta da arte à liturgia ainda estava por se solucionar, segundo Plazaola “en el siglo XX se consuma el divorcio entre el Arte y la Iglesia”.P Plazaola . El Arte Sacro Actual ed. Cervo,Madrid,P.422, isto é a arte seguia um caminho, enquanto que a arte na Igreja seguia outro, de modo que “toda obra vigorosa y original repugnaba a los ojos de los fieles como sacrílega y blasfema. La Pieta de Delacroix suscitaba en 1844 criticas parecidas a las que hoy suscitan ciertos pintores inconformistas” PLAZAOLA, IDEM, p.422

O que ocorria na arte era o reflexo de uma modernidade, de novas formas de percepção onde a influência da fotografia causou forte impacto.
Na accelerate decadence has characterized sacred art since the beginning of the eighteenth century but only during the last forty years has unlighterred Catholics recognized the problem. P.7 Moddern Art and the church Asy 1961 Columbia University. Moddern Art and the church Asy Columbia University. 1961

Sentimento de decadência, não por culpa dos membros da Igreja, mas sim pelos próprios artistas que viviam numa cultura de divórcio com a Igreja, cultura positivista que distanciava religião da cultura. Apenas a intenção de aproximaçao entre os artistas e da Igreja poderia reatar o elo,no plano religiosoi houve a presença pioneira de Gueranger e de muitos outros, entre os artistas surgiram escolas artisticas renovadoras tais como as descritas por Mercier como que composta pelas seguintes fases:              

1 pré- rafaelistas e Nazarenos
Ligados ao romantismo e às teorias de Ruskin buscando pureza e simplicidade da arte.


2 Os nazarenos surgem como eco dos primeiros na Alemanha por meio de Overbeck, estes repercutem a Beuron.

3 O Mosteiro de Beuron procura resgatar formas do passado para renovar a arte presente, suprindo-se do grande repertório que brotava da arqueologia, como a arte bizantina, e das descobertas históricas e naturais procurando lançar uma proposta de diálogo com as ciências mais contemporâneas.No entanto a rigidez de seus postulados, a dependênca que coloca somando-se à rigidez da matemática pitagórica veio a conduzir a proposta de Beuron a um caminho de impossível continuidade e evolução por deter-se sobre si mesma.
L’Art Abstrait Dans la Art Sacrè MERCIER, G.ed. Bocard 1964.Mercier p.32.


Importante destacar que ecos do Mosteiro de Beuron se fazem notar nos lugares onde alimentaram ligações ocorrendo mesmo no Brasil repercussões como no mosteiro de São Bento em S ão Paulo, idealizados por monjes provenientes de Beuron.
De fato, foi o simbolismo o primeiro movimento de renovação com teor religioso inicia uma emancipação das formas concretas para outras que pudessem expressar os estados da alma, desse modo encontra-se o nome de Bourdelle (1861-1929) que deformava os corpos
Com o abade P. Guéranger, morto em 1875, e, na Alemanha, como a dos beneditinos Mauro e Plácido Wolter, fundadores da congregação de Beuron. Da liturgia, L. Beauduin dá uma definição tão breve quanto eficaz: "A liturgia é o culto da Igreja": "Igreja" absorve o sentido comunitário e ao mesmo tempo cristológico, sendo a continuação de Cristo no mundo.

O beneditino alemão Odo Casel de Maria Laach (1886-1948) insistiu sobre o valor da liturgia como "celebração" do mistério salvífico de Cristo, que se torna presente no rito, a ponto da assembléia poder louvar e adorar a Deus "em espírito e verdade". O papa Pio X acolhe esse grande novo impulso que se localiza principalmente na Bélgica na universidade católica de Louvain, depois na Holanda, na Alemanha na abadia de Maria Laach, e na Áustria em Klosterneuburg.

No Mosteiro de Soslèsnes se destaca o trabalho do monge Guéranger (1805-1875), através da pesquisa da liturgia antiga, o que vem a restaurar o canto gregoriano.
No momento em que há este resgate, praticamente arqueologizante, Guéranger se lança em formas já esquecidas transformando este material em atualidade.
Nel suo L’anneé liturgique (1841-1866). Guéranger userá tutte lê forma dell’achitectura delasato, ibridandole.Compaiono anche forme e decorazionitipiche dell’Art Nouveau:la decorazione come dimenzione sacrate.il suoeramento dello storicismo si ottiene transformando il passatoin presente.p.31Casabella

Assim como uma certa indecisão, ao mesmo tempo um certo espírito romântico ainda imperava na sociedade do século XX, o mesmo se rebatia na igreja associando nesse romantismo um certo sentimentalismo religioso onde o estilo gótico é muito afim.

Esforços para uma modernização artística da igreja curiosamente nasceram de entidades revisionistas que passaram a se lançar em pesquisas sobre o canto primitivo como o gregoriano, e pesquisas de arte paleo-cristã.

Essas descobertas demonstraram o grau em que se distanciava o rito de seu tempo com relação às origens mais remotas, mas a pesquisa, associada a uma preocupação pastoral redobrada gerou um despertar artístico.
Buscou-se uma analogia entre a sinceridade material com a sinceridade da fé, o que será uma constante num grupo de teólogos e arquitetos formados na Alemanha denominados por Movimento Litúrgico onde se aglutinaram os arquitetos Rudolf Schwarz e Emill Steffan com o padre Romano Guardini.

“Lê problême de la construction des eglises de notre temps doit être entièrement repensé par l’imperati de la vie et de son évolution, quantitativament: dévelopment, reádaptation à la liturgie, au mode de vie de notre époque.”p.5L’Art Sacrè .mars-avril 1962.

La reforme liturgique ne se presente pás aujourd’hui comme une simple modifications dês rubriques: elle lance um appeal à la imagination dês ásteurs et dês fidéles.ªM.Cocagnac. 18mars avril 1965.

Para essa nova tarefa então proposta, a postura recomendada a um projeto arquitetonico de uma igreja sofre uma enorme modificação, a primeira disposição destacada seria uma aproximação ao altar e uma assembléia mais unida( “uma igreja altar, unida pela co-oblação de todos” : “a primeira tarefa dos arquitetos passou a ser a criação do recinto necessário à realização desse culto. Depois da primeira guerra mundial (1914- 1918) trabalhou-se na co-oração do povo da comunidade de fiéis com o sacerdote na Missa. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com as suas experiências e provas ainda mais amargas, sente-se à chamada interior a uma co-oblação de todos. A idéia promovida e aceite lentamente desde1922 de uma igreja altar, ordenada em função da celebração do Sacrifício, na qual os fiéis se juntassem ostensivamente de três lados em volta do altar como orantes e não só como co-orantes (idéia levada a cabo por D. Böhm em St. Wolfgang de Rastibona), impunha-se então em numerosas dioceses depois da destruição do” altar “do Estado. SCHNELL, Hugo,Novas igrejas da Alemanha Novas Igrejas da Alemanha p.15) e uma decoração que parte dos elementos mais importantes numa gradação que se dilui às outras partes, cujo recinto é concebido através da liberdade do artista (“ a liberdade do artista impera a partir do momento em que  cliente encarrega um arquiteto inteligente e competente para a construção”IDEM P.16).
Nesse espírito de proximidade destaca-se uma escala domestica ao invés de monumental (“The next democralization of the church in the domestication of the church building. We no longer like to see the night of the church ecclesia Triumphans manifested in the church building, the church has as severed an historic dimension. A super man scale is no longuer recognized, such a scale may be needed for technical reasons Church Architecture GIERIHAM,Richard GERMANY 1972).

igreja de Beuron, um dos berços da renovação litúrgica.Se percebe já uma igggreja cristocêntrica, há elementos bizantinos e paleo cristãos em toda a arte da igreja.

Conforma-se na Alemanha uma serie de disposições que irão influenciar outros paises como a França, essas posturas procuram suscitar e preconizar as reformas realizadas pelo Concilio do Vaticano II, que procura ter o mesmo ou maior impacto que o concilio e Trento contextualizando a Igreja nos novos tempos.

aspectos modernistas e conceituais

O modo de ver marca a postura humana face á teologia e a igreja, trata de destacar a presença do Corpo Místico de Cristo como realidade de presença no mundo, sendo presença admite a possibilidade do encontro com uma realidade diversa, a partir do encontro o diálogo se concretiza o que admite a possibilidade da existência da diferença, da convivência e do crescimento.

A matéria e o mundo deixam de aparentar o fato de inimizade com o espírito, são entendidos como sustentadores de sinais e símbolos que encarnam o sentido de presença humana que palpita a se lançar a projetos.

Torna-se possível  ver a arte e a arquitetura numa  postura ética e transparente evidenciando uma necessidade de  relação entre homens com igual dignidade.

A matéria não precisa mais sofrer grandes esforços para transparecer uma mensagem transcendente, ela mesma em sua natureza será capaz de transparecer sinais da presença do Criador.

A forma vem como conseqüência da natureza da matéria, busca compreender suas razoes próprias para a partir delas revelar-se a forma enquanto linguagem.

A relação com a matéria se desdobra na implantação, não nega a lógica urbana, a assume respeitando-a permitindo um diálogo que permite espaço para o silencio, simplicidade, este silencio talvez não deseje tanto falar ao homem, na verdade aguarda uma resposta humana face à sua existência.

A conseqüência deixa de anteceder a causa, na verdade são levantadas causas capazes de suscitar uma indagação humana ou um repouso em meio á conturbada vida contemporânea que já se revela na era industrial.Além, portanto da contemplação, se valoriza a atuação humana, no atuar se realiza a liturgia.

Silencio, natureza, presença, são fatores concretos ou não que estão presentes não apenas entre os católicos, mas entre todo o gênero humano, surge nesses fatores a possibilidade de universalidade, portanto de ecumenismo, o que não pressupõe a perca da identidade de cada um, ao contrario, abre espaço para uma convivência entre diferentes, tornando possível o enriquecimento do gênero humano.

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igreja de santa Maria, à esquerda, Colônia, e á direita de igreja de Santa Teresa ,igrejas projetada por Rudolf Schwarz a partir das influencias do movimento litúrgico, notar a simplicidade das formas, explicitação dos elementos básicos e o uso  de materiais contemporaneos ao seu tempo.
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St. Florian igeja projetada Por Rudolf Schwarz.

 

     
       
Repercussões do Movimento Litúrgico      
       
       

 

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capela de Vence- Matisse.

Impossível esquecer de pensadores personificados nos padres dominicanos fr.Couturier, fr.Regamay e fr. Cocagnac que aliaram esforços para atualizar o vocabulário da arte e arquitetura sacra  até então praticada na França.
Eles também anteciparam as mudanças que iriam surgir com o Concílio Vaticano II.O gosto pela verdade dos materiais e da sobriedade, a economia dos meios de expressão serão constantes nas publicações da revista L’Arte Sacrè1 que seria um trabalho referencial na divulgação das posturas assumidas.
1 Dans la sobrièté dês formes d’aujourd’hui doit revivre quelque chose de l’imaginartion créatice, dela vie intense de l’éclatante santé qui si longtemps habitèrent nos eglises.p.20’18mars avril 1965.
à Ronchamp, connue dans le monde entier.
Jean-Stéphane Arnold. Fonte L’Alsace touts lês droits Journal du Jour Samedi 16, juin 2002


Não existe um modelo pré determinado de igreja chamada de moderna, mas existem modelos paradigmáticos tais como: Raincy de Perret (1918), a igreja de Asy com mosaicos de Léger e arquitertura de Novarina entre outras obras de Chagall e Matisse, de 1938, a Capela de Vence, de Matisse, a Capela de Ronchamp de Le Corbusier 1952. 2

2 L'espace indicible

A seguir transcreve-se palavras onde se evidenciam os esforços dos dominicanos a proporem novos modelos artísticos e arquitetônicos one se evidenciam os padres Regamey e frei Couturier convidando artistas como Manessier e Leger, assim como e arquitetos como Le Corbusier, um dos patriarcas da arquitetura moderna, que compôs a capela de Ronchamp.

Loquem Ledor, abbé originaire de Ronchamp et ami de François Mathey, inspecteur des monuments estoraques, Marie Alain Couturier, dominican, créateur de la « Revue d'art sacré » en 1937 avec le père Régamey, ont en effet eu un poids décisif dans le choix des artistes qui ont eu à travailler à la reconstruction des églises endommagées par la dernière guerre. Alfred Manessier dessinera ainsi ses premiers vitraux non figuratifs « cette projection de l'âme dans la création » pour l'église des Bréseux (près de Maîche). Le Corbu s'attaquera de 1957 à 1959 son « phénomène d'espace indicible » qu'est la chapelle de Ronchamp, admirée depuis le monde entier. Fernand Léger acceptera de même la commande de seize vitraux pour la « nouvelle église » d'Audincourt, l'actuel « Sacré coeur », etc. Aussi, cette exposition proposée par Viviane Ivol, conservateur du patrimoine et chargée du Dépôt départemental d'art sacré, propose un itinéraire contemporain en Franche-Comté dans les sites les plus prestigieux aux moins connus. Créée en 1976 et ouverte au public en 1978, ce que l'on appelle la « galerie d'art religieux » installée dans l'ancienne Chapelle des Carmélite à Gray propose un regard neuf sur la création de cette seconde moitié du XXe siècle.
À VOIR « Art sacré contemporain dans les églises de Franche-Comté, de 1945 à 1975 », à la Chapelle des Carmélites, rue des Casernes, à Gray. Exposition du 15 juin au 15 septembre. Ouvert tous les jours, sauf mardi.
La chapelle Le Corbusier,


São tentativas de resgatar o elo perdido entre igreja e a arte, sim é necessário o diálogo, caso contrário a liturgia se tornaria num fóssil, no entanto este conteúdo possui raízes antigas, portanto o estudo histórico das formas litúrgicas deverá ser sempre uma constante a fim de propor modelos validos por sua vocação original.

Partindo de uma simples passagem de formas romanas para o serviço cristão, estas mesmas formas ganharam mais tarde autonomia assumindo significações durante as épocas recebendo contribuições de outras culturas conformando novos elementos aos edifícios cristãos. Muito dessa situação testemunha o românico e o barroco, formas que aglutinaram em si muitos elementos populares e eruditos fornecendo novas conformações, o que a própria Igreja reconhece nas palavras do Papa: “o caso da arquitectura que viu a passagem, logo que o contexto histórico o permitiu, da sede inicial da Eucaristia colocada na « domus » das famílias cristãs às solenes basílicas dos primeiros séculos, às imponentes catedrais da Idade Média, até às igrejas, grandes ou pequenas, que pouco a pouco foram constelando as terras onde o cristianismo chegou. Também as formas dos altares e dos sacrários se foram desenvolvendo no interior dos espaços litúrgicos, seguindo não só os motivos da imaginação criadora, mas também os ditames duma compreensão específica do Mistério” p.22ECCLESIA DE EUCHARISTIADO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II AOS BISPOS AOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E A TODOS OS FIÉIS LEIGOS SOBRE A EUCARISTIA NA SUA RELAÇÃO COM A IGREJA CARTA ENCÍCLICA

Na verdade, o esforço do pós guerra, muito intenso até a década de 60, ainda não fora equiparado por nenhum outro ainda conhecido. O que se justifica na necessidade de edificar uma religiosidade forte e adulta face aos desafios, procurando ser mais despojado do sentimentalismo em detrimento de uma dimensão mais comunitária e participativa minando exressoes individualistas combatendo “ uma religiosadade sentimental ou symbolista(...) fé não é apenas assunto de mulheres, como se pensa normalmente, e sobretudo que não é apenas uma questaode arbítrio individual, de preferencia affectiva, de refugio e consolação.” ª Amoroso Lima, sobre o lana,ento da revista liturgioca no Brasil Ariovaldo , O Movimento Litúrgico no Brasil, Vozes, petrópolis, 1983,p. 80.

A very different Roman Catholic Liturgical movement took place in France. During the seventeenth and eighteenth centuries, a group of reformers centered a Paris made significant strides in achieving lay participation within Roman Catholic worship. Know as Jansenists, these reformers shaped what could be considerate a French Catholic rite, one in the language of the people that would consciously engage them in the heart of worship. Although the Jansenists eventually were continued to influent ce official worship and popular devotions in France. The French monk Guéranger who refunded the Benedictine orders in France at the abbey of Soslesmes was a nineteenth century reformer credited with helping (nap. 141) to stem the influence of such Gallicanisms by reintroducing the Roman liturgy into France. Although sometimes more interested historical scurry than in kiting worship, Guéranger did manage to hold up classic Roman liturgy as the model for public and private prayer. His liturgical centered reform generated great enthusiasm for the Roman liturgy, especially uncertain monasteries of France and Germany.p.142
The work of Guéranger and the monks of Soslesmes was affirmedby Pius X (d. 1914), who approved their restoration of Gregorian chant for the whole church

 

A tentativa desta busca de uma unidade entre a forma e o conteúdo possui suas razões, mas deve ser cuidadosa a fim de não coocar-se num tal despojamento rumo ao essencial que poderá cair na má interpretação em redutivas simplificações.

 

Conclusões.

Abandona-se a retórica barroca e a imagem transcendental do gótico, opta-se por uma simplicidade a romper a distância entre rito e povo através de uma conformação de um espaço de escala familiar.

O concilio Vaticano II prioriza uma abordagem mais humana e pastoral de modo a acolher a riqueza cultural humana.

 

Enfim, os estudos liturgicos instigaram fascinantes redescobertas que estimularam obras artiísticas e arquitetônicas, a arte e sua capacidade de imaginação prmite infundir a liturgia no coração da cultura, tal como descrito da na carta Encíclica ECCLESIA DE EUCHARISTIA a arte desenvolve um elo pastoral, é um auxílio litúrgico e catequético, uma forma de comunicação tão rica e intensa quanto a oratória a poética e a música.

Marco Funchal

     
       
os painéis da igreja de São Benedito      
       
       

 

São Benedito, santo franciscano, cujo fundador é São Francisco de Assis desejou servir aos pobres edificando a igreja de Cristo. A imagem da cruz de São Damião faz memória daquela capela que em ruínas foi restaurada, portanto é imagem da espiritualidade construtora.
A Cruz de São Damião possui forte densidade teológica possuindo as características da arte medieval, de modo que, negando a mimesis da natureza ela afirma uma outra mimesis, aquela que se efetua através das realidades espirituais.
Homens e mulheres são testemunhas de Cristo crucificado, Maria, mãe do Senhor, Maria de Cléofas, o discípulo amado, Maria Madalena, o centurião, al’me dos homens, anjos também testemunham assinalando que o fato é presença terrestre e celeste, a nova escada de Jacó.
Como a fé não pára na cruz, esta obra atesta a ressurreição de Cristo assinalada no alto através da ascensão , portanto, sobre toda a realidade terrestre, Cristo vive.
Três grandes franciscanos estão homenageados nesta igreja, Santo Antonio,o popular pregador,  São Francisco de Assis cujo olhar à natureza é indicadora da Presença do Criador e o próprio padroeiro, São Benedito que inspirado nestes exemplos é o modelo desta comunidade.

     
       
Capela do Santíssimo de Nossa Sr.a de Fátima      
       
       

A capela do Santíssimo desta paróquia assinala a recordação do templo de Jerusalém por Salomão edificado, conforme narrado no Livro de Reis, onde a presença do Senhor através da nuvem inundou de Gloria o lugar.

Tomando o verbo existir, encontramos na sua raiz latina a tradução literal de ser para fora (ex) essere, portanto existir é manifestação exterior do que somos interiormente, o que somos interiormente senão essa insistência.

Já que estamos numa cidade de origem alemã recordemos uma palavra deste idioma, ersheinem, isto é brilhar, manifestar. O outro é aquele com quem dialogamos, o outro se revela e nós nos revelamos a ele.

Outra palavra que queria retomar é Gegenwart, isto é contra esperar, a Presença, façamos brilhar- ersheinem a presença gegenwart.

Neste diálogo, nossa presença de abertura é o brilho às realidades terrestres que estão perdidas ou aguardam esta manifestação de entusiasmo, que nada mais é que a presença do Divino entre nós que desperta da paralisia para a abertura ao outro.

A capela do Santíssimo é a recordação de uma Presença e o convite para que sejamos sinais de presença no mundo resplandecendo os tesouros interiores .

Marco Funchal

     
       
       
Vitruvius, teórico da arquitetura      

tesouro em Delphos os gregos eram a predileção de Marcus Vinicus Vitruvius

Motivadores de iniciativas humanas podem ter as razões superiores, o Bem, a Beleza, a Bondade outro iniciativas de ordem cotidiana, como telhados, ampliações, isto é motivações menos ideais. Nosso engano é pensar que estas são motivadoras absolutas de modo a deixar todo papel catequético e litúrgico de lado.
A vastidão de nossos territórios, a imensidão de projetos que nos esperam não deve ceder a simples problemas ordinários, deve sempre ampliar, estes problemas não podem ser nossas limitações, mas sim motivações para projetos que englobem o ser humano em sua total unidade, esta é a essência do ser católico, procurar na universalidade a unidade.
Minha igreja é pobre, muitas reformas aqui mesmo apresentadas não foram feitas em igrejas ricas, ao contrario foram frutos lentos, mas amadurecidos pelo passar do tempo permitindo que a comunidade não só usufruísse da Firmitas, mas também da Venustas.

Que é essa Firmitas e essa Venustas? Esses conceitos estão presentes no pensador e arquiteto romano Marcus Vitruvius, cujo imenso tratado de arquitetura, escrito sob a dedicatória ao imperador Augusto.
No capitulo I a arquitetura é exposta enquanto união entre RATIOTINATIO e FABRICA.
Onde o arquiteto não precisa ter todo tipo de conhecimento, mas saber presidir o agenciamento de uma serie de conhecimentos que tornam a edificação côo algo possível.

No capitulo II uma rica serie de conceitos é expressa:

ORDINATIO:é a relação de cada ordem, matematicamente.
DISPOSITIO:é o arranjo segundo a conveniência.Onde se entra o aspecto ligado à orthogrephia e à scenographia, esta enquanto expressão da perspectiva não é trabalhada sob o aspecto da largura e comprimento, mas em função de ângulos corrigindo a vidsibiliadde ao observador.
EURRYTMIA: é um desdobramento da DISPOSITIO onde se abarca o todo das relações.
SYMMETRIA:relação dos membros ao corpo.
DECORO: aspecto correto segundo as ordens
DISTRIBUTIO: trata-se da melhor disposição dos materiais, ex: se a quantidade de mármore não for possível para um templo jônico, seu projeto será remodelado a fim de que se torne dórico tendo uma menor solicitação da pedra e questão.

Três outros conceitos são de fundamental atenação e importância:
FIRMITAS:a solidez
VENUSTAS; A beleza enquanto encantamento, diferentemente do concretudo, que do latim também significa belo, mas sem o encantamento ou mistério.
UTILITAS: é o aspecto da COMMODITAS o que não apenas é aplicado á pessoa, mas também à obra de arte, a estátua deve estar bem instalada no Templo de modo que ela esteja numa situação cômoda.

Enfim diante desta variedade de conceitos poderíamos abordar a igreja na abordagem da FIRMITAS o aspecto da infra-estrutura do prédio, telhados, fundações, etc., e o da VENUSTAS, à beleza, enquanto servidora da liturgia, e a UTILITAS a perfeita comunhão de ambas onde o atendimento às necessidades se adequa com regulagens e acertos da forma geral do espaço arquitetônico, à sua vocação especial, atender ao povo reunido, imagem da comunhão da Igreja Celeste.

Marco Funchal

     
       
       
imagens em ruinas, imagens mortas      

A arte é linguagem, e a linguagem é a ponte entre a alma humana e a realidade externa, portanto é uma existência, falar é invadir e agir, no entanto escutar não é simples gesto passivo, é a oportunidade da reconstrução do que foi dito anteriormente e esta resposta será capaz de modificar a alma do emissor da mensagem reconstruindo-a .

A linguagem brota da instabilidade perene da alma humana imersa nessa tensão, que se denomina por presente. Estamos presentes, estamos em paz, estamos em guerra.
A civilização pós moderna está imersa em ruínas. As ruínas [e a constatação de Walter Benjamim sobre a forma pela qual se encontra a historia, despedaçada, onde a via da salvação seria sua reconstrução, mas não através de uma nova narração, mas através dos recursos da linguagem].
A linguagem estabelece novas relações,ela é capaz de reconstruir o que os poderes dominantes destruíram, portanto capaz de  renovar a narrativa da própria historia, e essa nova apropriação histórica oferece novas relações e novas potencialidades atuais.

No momento em que a imagem não se renova, mas é simplesmente reproduzida, se tem a apropriação mecânica da imagem religiosa, que perde não somente o conceito óbvio da originalidade, mas perde, num termo de Benjamim, a aura, mas não somente a aura. Ela é o retrato de uma situação.
 A imagem religiosa reproduzida mecanicamente é o retrato de uma religiosidade reproduzida em escala industrial, é o sinal de um modelo de religiosidade que perdeu sua capacidade de vitalizar.

A religião possui uma capacidade de interagir com a vida e com a cultura, logo com a história, é construída pelas ações presentes que re - instaura novas situações presentes que não são reproduzidas mas sempre novas.

Marco Funchal

     
       
Grécia Republica Helenica      
Greek      

Grécia, um dos mais simpáticos países do mundo.

A Grécia contribuiu com toda a lingüística ocidental e oriental. Dentro do universo de línguas indo européias impossível encontrar uma língua que não tenha contribuições do grego.

Palavras como epíscopo, diácono, Igreja, presbítero, católico, ortodoxo, dogma, epistola, são todas palavras de derivação grega. Há outras palavras que espantam pela forte semelhança com o português como problema, hipocrisia, grafite, grafologia, antropologia, zoologia e muitas outras. Ao mesmo tempo o idioma grego possibilita uma compreensão mais direta do Novo Testamento facilitando a compreensão de textos das escrituras.

A Grécia sofreu muito no passado no plano político, como Portugal, a pátria mater. do Brasil, sofreu com ditadura dos coronéis 1967, período de ditaduras presentes em muitos lugares, inclusive no Brasil, o que urgiu em todo povo gritos por liberdade, euletheria. Outro fato chama a tenção do Brasil o fato de a independência grega que se dá em 1821, quase junto co a brasileira, onde os gregos se tornam o praticamente como o primeiro Estado cristão a requerer independência dos otomanos. 

 A ilha de Chipre sofreu com a invasão turca no norte com o desejo de criar um Estado independente no norte da ilha, o que gerou um capítulo sangrento na história do povo helênico que é cantado numa homenagem da cantora cipriota Anna Vissi no canto Hronia.

Em 1981, já redemocratizada a Grécia ingressa na comunidade européia.

Mas não apenas esses fatos geram interesse pela Grécia, a Grécia permite a compreensão da historia do Cristianismo desde as suas origens, São Paulo apostolo passou por Corinto, Tessalônica, pelo Areópago de Atenas, Santo André foi martirizado em Patras, logo após com a instalação do Império Romano do Oriente, toda extensão grega esteve sob o domínio bizantino, conformando os contornos de um povo que passaria por sucessivas contribuições orientais. Já sob o domínio otomano.

O cisma de 1139, dividindo a Igreja em Oriental e Ocidental só poderia tocar na região helênica que permaneceu dentro do rito oriental.

O grande teólogo ortodoxo São Gregório Palamas desenvolve uma tese sobre a Esquia tomando como ponto de partida a luz da transfiguração do Tabor, sua tese foi duramente criticada no período, mas os monjes do Monte Athos lhe deram reconhecimento e refugio.

A arte sacra herda muitos aspectos da arte grega trazidas pelos cânones que se iniciaram com os bizantinos como as proporções e técnicas do ícone que se infundiram pela Servia, Bulgária, Romênia, aflorando na Rússia a obra prima da iconografia, a Trindade de Roublev.

Marco Funchal

     
       
       
       
       
rastros na história      

simbolos encontrados na igreja de San Sebastiano Roma.

O ímpeto dos primeiros homens crstãos tranbordou também em sianis visíveis, sinal de hoemens concretos, presentes, poratno históricos, pois passaram pelo tempo e o legado estão em alguns sinais mostados acima e em muits outros postos na catacumbas e basíicas de roma e o antigo imperio bizantino.

a âncora, que segura os barcos das intablidades da água.O peixe, que navega pelas grandes águas,o qui ro ou o PX onde se unem sol e cruz, entre outros simbolos.

deesis-Capadocia

Deesis da igreja de Karanlik, Capadocia Cristo com Nossa Senhra e S. João batista .crist sentado no trno com almofadas tendo ao lado outros servs ajoehados, mais palavras são desenecesárias para exressar o rico conteúdo da cena.

abóbada da mesma igreja

 

     
       
       
                       
         

Marco Funchal arte sacra e arquitetura

marcofunchal@yahoo.com.b r arquitetura

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